AVALIAÇÃO SÍNCOPES

A palavra síncope é originária do grego que significa interromper. Na medicina, a síncope é caracterizada por perda transitória da consciência e do tônus postural seguida de recuperação espontânea determinada por baixo fluxo sanguíneo do sistema nervoso central. Na síncope (desmaio), o paciente fica temporariamente descorado e flácido e se recupera espontaneamente. Este distúrbio pode ser debilitante posto que parte significativa dos pacientes apresentam recorrências dos sintomas. Existem três grupos de condições que podem determinar episódios sincopais: 1-Síncopes de origem cardíaca (cardiopatias estruturais ou arritmias cardíacas). 2-Síncopes posturais (hipotensão ortostática e disfunção autonômica). 3-Síncopes reflexas (síncope vasovagal ou desmaio comum, síncopes situacionais com tosse, micção, defecação, entre outros estímulos e hipersensibilidade do seio carotídeo). O médico na investigação desses sintomas precisa ter um bom conhecimento do histórico clínico e caracterização correta dos sintomas relatados pelo paciente, além de realizar um exame físico focado no aparelho cardiovascular, pesquisando possíveis alterações do coração, verificação da pressão arterial deitado e ereto e realizando um eletrocardiograma (ECG). Na síncope de origem cardíaca, costumam existir indícios de cardiopatia determinados pela história, exame físico ou ECG. Nesta situação, uma vigilância hospitalar é recomendada, uma vez que síncopes ocasionadas por doenças cardíacas são potencialmente mais graves. As síncopes de origem postural são determinadas pela queda importante da pressão arterial sistólica na posição ereta, onde a causa requer uma avaliação mais criteriosa. Se não existirem evidências de cardiopatia/arritmia, e a história clínica for sugestiva de síncope vasovagal, então o caso é mais tranquilizador podendo demandar a realização do Tilt Test para confirmação diagnóstica.